Mensagens lidas na Sessão de Homenagem aos Pais por nossa irmã Alice Alberton...

 

 

O PAI NÃO DESISTE

  

Havia um homem muito rico, possuía bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados. Tinha ele um único filho, que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era de festas, estar com seus amigos e de ser bajulado por eles.

Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam.

Os insistentes conselhos do pai lhe retiniam os ouvidos e logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção. Um dia o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro do celeiro ele mesmo fez uma forca, e junto a ela, uma placa com os dizeres:

“PARA VOCÊ NUNCA MAIS DESPREZAR AS PALAVRAS DE SEU PAI”.

Mais tarde chamou o filho, o levou até o celeiro e disse:

Meu filho, eu já estou velho e quando eu partir, você tomará conta de tudo o que e meu, e sei qual será seu futuro.

Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá vender os animais e os bens para se sustentar, e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar.

E quando você não tiver mais nada vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos. É por isso que eu construí esta forca; sim, ela é para você, e quero que me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela.

O jovem riu, achou absurdo, mas, para não contrariar o pai,

Prometeu e pensou que jamais isso pudesse ocorrer.

O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo, mas assim como se havia previsto, O jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade.

Desesperado e aflito, começou a refletir sobre a sua vida que havia sido um tolo, lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer:

Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos, mas agora é tarde, é tarde demais.

Pesaroso, o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava.

A passos lentos se dirigiu ate lá e, entrando, viu a forca e a placa empoeirada e disse:

Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegra-lo quando estava vivo, mas pelo menos desta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada.

Então subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço e disse:

Ah se eu tivesse uma nova chance...

E pulou, sentiu por um instante a corda apertar sua garganta, mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente.

O rapaz caiu no chão, e sobre ele caíram jóias, esmeraldas, pérolas, diamantes; a forca estava cheia de pedras preciosas, e um bilhete que dizia:

Essa é a sua nova chance.

Eu te Amo muito.

Seu Pai.

 

Autor Desconhecido.

 

BETHEL 11 LÍRIO DA PAZ TUBARÃO/SC